quinta-feira, 25 de junho de 2009

Não sei porque deu-me uma vontade repentina de escrever, talvez porque as palavras são as minhas melhores amigas e vêm ter comigo (quando não sou eu a encontrá-las) como já tinha referido em algo que tinha escrito. Não estou nas melhores fases da minha vida, as coisas não estão fáceis e como sabem a vida nem sempre corre como queremos. Preciso de estar liberta e ao mesmo tempo de um apoio. As vezes sinto falta de uma voz que me diga ‘’força, tu és capaz’’, por isso vou sonhando, ao menos é a voz do equilíbrio entre o que somos e queremos ser, o que temos e queremos ter. Não me considero uma tola dos livros nem tão pouco chego lá, mas palavras, essas são a minha vida. Sinceramente neste instante não sei o que fazer, sinto-me como um peixe fora de água. Normalmente acredito na teoria que temos que dar dois passos atrás para avançarmos um, mas eu já recuei tanto… e avanços? As vezes idealizo a minha vida quando atingir o ponto da tranquilidade, sinto-me tensa, exausta mas não cansada. É como se eu fosse a construtora de um puzzle, mas faltam-me as peças essenciais. Sinto o meu coração vagabundo, anda vagueando pelas ruas. Mas eu não preciso de romances e histórias de amor bonitas, só preciso de uma luz que me diga o que fazer. Uma mão que me indique o caminho mais correcto a seguir. É como se fosse aquela cena do programa estúpido da sic que quando vamos para a porta errada caímos, mas eu caí para um precepício bem mais fundo do que uma piscina. As vezes é como se eu fosse uma vagabunda da vida, sento-me à espera de algo que ainda não chegou e provavelmente nunca irá chegar. Continuo sentada, à espera. Continuo a ter como companhia a solidão.



O mais importante deste blog nao é o que escrevo, é a quem o dedico . E peço desculpa pela porcaria que sairá a maioria das vezes o que aqui ponho, mas são devaneios da alma, da minha própia alma.




''As vezes o tempo é o meu único aliado
É a única razão do desabrochar dos meus sonhos
É o único manifesto de vida
No meu corpo quieto e calado

Posso gritar
Num grito mudo e prazer
Num sonho que sonhei
Sem nunca ter aprendido a sonhar

Num tempo que é só meu
E onde me perco em labirinto
Onde confundo o coração
E nunca sei o que sinto

Nunca sei se sonhei o que sonhei
Ou se imaginei o meu sonho
Em cada caminho percorrido
Somente digo
Que sonhar é um sonho
Um sonho só nosso que nenhum grito nem nenhum tempo podem destruir. ''

2 comentários:

  1. Wow. Simplesmente wow.

    Andei eu tanto tempo a isnistir para criares este blog... Valeu ou não a pena?

    Um grande abraço
    K.

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