sexta-feira, 30 de outubro de 2009

"Viver no mundo sem ter a consciência do significado desse mesmo mundo é como deambular por uma enorme biblioteca sem tocar nos livros."

Dan Brown, "O Símbolo Perdido"

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Se quero

Todos os homens sabem ganhar guerras, mas nem todos sabem lutar. Todas as lutas sao conquistadas, mesmo que nao sejam vitoriosas. É como amar, é tudo nosso, mesmo que nada nos pertença.
Eu nao tenho que escrever coisas belas, porque a escrita deve ser bela. Eu nao tenho que pintar traços direitos se eu os quero traçar tortos. Eu nao tenho.. se eu quero!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Um pouco de ti (com saudade)

Hoje quando olho para ti
É como se já não visse nada
É como se simplesmente não te olhasse

Não tens o que eu procuro dentro de ti
Portanto é como se simplesmente eu fosse cega
Cega por este amor que reflecte saudade

Queria ter-te aqui
Como uma chama que não apaga a ausência
Como um fogo que arde até consumir o inconsumivel
Como um fogo que deixa rasto
Deixa pra trás uma historia
As marcas destes tempos

Tenho pena
De quando te olho já não ver nada
Tenho saudades destes nossos velhos tempos
Em que a saudade não era saudade
Em que o amor era mais do que amor

Quero a tua presença
Descartar esta ausência
Quero este sol
Que marca
Que mata
E que sossega

Porque?
Diz me o motivo de me ofereceres a saudade
Quando só te pedi um pouco de ti
Em mim , só um pouco de ti

domingo, 9 de agosto de 2009

Estou neste canto da cidade
Em que as luzes estão meias apagadas
Sinto uma brisa bater-me na face
Como se fosse corroer cada poro da minha pele
Sinto o mar a tocar , o meu corpo a recuar
Vejo o sol esconder-se como se fosse desfalecer
Vejo a luz do dia apagar-se
Vejo o mar a tocar , e o meu corpo de novo (e inocentemente) a recuar
Passo ante passo vou chuteando as pedras do meu caminho
Lanço o que resta da minha morte ( já devorada ) para ao nada
Sento-me naquele banco cinza-amargo-triste
(onde se sente a falta de tanta gente e de ninguém)
Vejo as horas
Minuto após minuto
Sinto o tempo passar
Sinto a angustia a passar-me por entre os dedos como se tivesse que a agarrar
Balanço a minha cabeça e escondo-a dentro do meu peito
Como se fosse intimidante o facto de eu estar ali sozinha com a lua
Olho-a de cima a baixo,faço os contornos dela com a minha mão no ar
Quem por ali passar
Há de pensar
Que sou uma sem nada
Uma pobre
Pobre de bens
Mas não sou pobre de espírito
Porque as palavras vêem ter comigo
( quando não sou eu a encontrá-las )
Não sou pobre de alma
Tenho as palavras
Já disse!
E quem acha que elas não tem valor,
Está enganado!
Deixo um recado,
Não sou pobre de alma
Tenho as palavras que quero
Quando quero
Sei jogar com elas
E por isso,
Repito,
Eu não sou pobre de alma , porque as palavras dizem aquilo que eu não consigo dizer quando fico sem elas (mesmo neste canto da cidade).

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Não sei porque deu-me uma vontade repentina de escrever, talvez porque as palavras são as minhas melhores amigas e vêm ter comigo (quando não sou eu a encontrá-las) como já tinha referido em algo que tinha escrito. Não estou nas melhores fases da minha vida, as coisas não estão fáceis e como sabem a vida nem sempre corre como queremos. Preciso de estar liberta e ao mesmo tempo de um apoio. As vezes sinto falta de uma voz que me diga ‘’força, tu és capaz’’, por isso vou sonhando, ao menos é a voz do equilíbrio entre o que somos e queremos ser, o que temos e queremos ter. Não me considero uma tola dos livros nem tão pouco chego lá, mas palavras, essas são a minha vida. Sinceramente neste instante não sei o que fazer, sinto-me como um peixe fora de água. Normalmente acredito na teoria que temos que dar dois passos atrás para avançarmos um, mas eu já recuei tanto… e avanços? As vezes idealizo a minha vida quando atingir o ponto da tranquilidade, sinto-me tensa, exausta mas não cansada. É como se eu fosse a construtora de um puzzle, mas faltam-me as peças essenciais. Sinto o meu coração vagabundo, anda vagueando pelas ruas. Mas eu não preciso de romances e histórias de amor bonitas, só preciso de uma luz que me diga o que fazer. Uma mão que me indique o caminho mais correcto a seguir. É como se fosse aquela cena do programa estúpido da sic que quando vamos para a porta errada caímos, mas eu caí para um precepício bem mais fundo do que uma piscina. As vezes é como se eu fosse uma vagabunda da vida, sento-me à espera de algo que ainda não chegou e provavelmente nunca irá chegar. Continuo sentada, à espera. Continuo a ter como companhia a solidão.



O mais importante deste blog nao é o que escrevo, é a quem o dedico . E peço desculpa pela porcaria que sairá a maioria das vezes o que aqui ponho, mas são devaneios da alma, da minha própia alma.




''As vezes o tempo é o meu único aliado
É a única razão do desabrochar dos meus sonhos
É o único manifesto de vida
No meu corpo quieto e calado

Posso gritar
Num grito mudo e prazer
Num sonho que sonhei
Sem nunca ter aprendido a sonhar

Num tempo que é só meu
E onde me perco em labirinto
Onde confundo o coração
E nunca sei o que sinto

Nunca sei se sonhei o que sonhei
Ou se imaginei o meu sonho
Em cada caminho percorrido
Somente digo
Que sonhar é um sonho
Um sonho só nosso que nenhum grito nem nenhum tempo podem destruir. ''